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02/11/2015

Poema: Eternidade



Oh minha amada!
Como eras formosa,
Nos teus olhos, que já não brilham, vi o quanto foste bondosa.
Virgem puríssima,
Que descansa calada.
Quisera eu ao passado ter voltado,
E novamente tua alva pele ter tocado.
 Agora, parado e olhando para teu túmulo estou,
Me perguntando: por que a vida te levou?
Tua ausência, diminui a minha vontade de viver.
E loucamente, espero um dia, quem sabe na eternidade te rever. 

Por: Thalyta Marques
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26/10/2015

Poema: Único para mim


Goodbye my lover
Goodbye my friend
(...)
You have been the one for me
Blunt, JAMES



Meu amor,

O tempo passa
O lobo caça
E a dor não passa
Ah!
A saudade é tão grande
Que já estou confiante
Que a qualquer hora
Parto dessa vida angustiante
Para num futuro brilhante
Lá no céu vou estar
E para sempre vou te amar
Adeus. 

Por: Gabriela Vasconcelos.
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Arara Azul


Para aquele garoto, 
Que não aprendi o nome, nem quero.
Será apenas, eternamente 
Minha arara azul.

A arara que voa pelos meus ares,
No amanhecer e no entardecer,
Procurando seu lar, 
Seu par. 

Então, me apresento como sua árvore.
Em horas vagas, e nas horas escuras.
Sou proteção, paz e cura.

Mas jamais um lar, 
Sou um ninho temporário
Que pela chuva, fez meu pássaro pousar. 


Por: "Queren Hapuque"
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C.A.F.É



Cá, cabisbaixa calada com calafrio.
Alguém abraçou-me, aqueceu-me, acolheu-me 
Feliz. Fria, ferida
Eu estava. Emendamo-nos. 

Por: "Queren Hapuque"
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22/10/2015

Poema: Rosa Vermelha


Rosa vermelha, teu perfume me encanta
Rosa vermelha, teu olhar me fascina
Dentre todas és a mais linda.
Mas, por que me tratas assim,
Com alardeada arrogância? 
Se sou o cavalheiro de tua valsa
Se sou o escravo que te serve
Agora como um bobo estou,
Apaixonado por ti meu amor
Concede-me então, a tua belíssima mão.

Por: Thalyta Marques
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Poema: Cadência


Quero bailar ao som do teu instrumento
Me enamorar pelos teus olhos negros
Eles que me trazem alento.

Ao som do teu instrumento,
bate meu coração.
Numa cadência precisa que até o diapasão
desconfia,
de tamanha exatidão.

Por:  Thalyta Marques
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21/10/2015

(Un)friends.


Paulo Santos assistia a programação que passava na televisão enquanto sua mulher, Julia Santos, finalizava os preparativos do jantar. Eles receberiam em sua casa esta noite Miranda e Carmen, velhos amigos do casal. Eram da vizinhança, Miranda e Paulo cresceram juntos, foram amigos durante a época da escola, contudo se distanciaram quando adultos, pois Paulo se tornou policial e se dedicara ao ofício plenamente mudando-se para um bairro mais próximo do quartel, quanto que Miranda continuou na mesma comunidade, dando continuação no negocio dos pais, um estabelecimento comercial. Recentemente, Paulo que agora já se aposentara da milícia, regressara para o antigo bairro e foi aí que reencontrou o velho amigo. Cumprimentaram-se e foi ai que Paulo convidou Miranda para ir até a sua casa na noite de hoje. 
Paulo ainda assistia o jornal na TV quando Miranda e Carmen chegaram sua casa. Com eles veio também o neto de Miranda, Caio, o menino era cuidado pelos avós deste os três anos de idade, hoje com 7 é como se eles fossem seus pais. 
Carmen se dispôs em ir ajudar Julia a finalizar o jantar, as duas eram bem próximas, pois já se conheciam de antes. Quando pronto, o jantar foi servido e todos comeram, conversaram e se divertiram. 
Na manhã seguinte após o jantar, Julia recebeu uma ligação de Carmen, a senhora desesperada chorava ao telefone, pois Caio havia sido sequestrado enquanto estava a caminho da escola. Paulo, assim como também muitos vizinhos, se ofereceu a prestar ajuda e solidariedade para com Miranda e Carmen. O ex-policial entrou em contato com seus antigos colegas de trabalho que apesar de alegarem que precisaria de no mínimo 48 horas de desaparecimento, estavam dispostos a agilizar o processo. 
 Passou um tempo, até que enfim a família teve notícias do menino. Os sequestradores entraram em contato e exigiam RS 200.000,00 pelo resgate do menino. Carmen ao saber do telefonema se desesperou, não sabia fazer outra coisa a não ser chorar, lamentando a situação, a tragédia, a vida. Miranda, tenso, estava calado como se calculasse algo ou pensasse em um plano, ou talvez em um culpado, porque convenhamos a de haver um.  Um que conhecia bem a família e suas finanças secretas.
Paulo, que estava todo o tempo em cena, consolou o amigo com as poucas palavras que sabia usar para a ocasião, e então fez o que melhor sabia, telefonou novamente para seus antigos companheiros, nomeados José e Carlos, os quais comprometeram-se em prestar urgência ao caso de Caio. Enquanto também Miranda telefonava para companheiros e parceiros, mas diferente do outro, a conversa de Miranda era com aqueles que já estavam a um passo na frente, tendo em mente os possíveis sequestradores, e em mãos, o dinheiro.
Quando os policiais chegaram até a residência de Miranda, onde se encontrava um grupo de familiares, parentes e curiosos, o mesmo se sentiu desconfortado, na realidade, acreditava não precisar daqueles oficiais, pois sabia que juntos com seus companheiros a justiça seria feita. A verdade que Paulo desconhecia era que Miranda não era apenas um simples comerciante e aquele não era um caso de sequestro comum. Miranda também tinha seus modos ilícitos de ganhar dinheiro, assim como também os possíveis sequestradores, os quais não admitiam concorrência, e se houvesse alguma, estavam dispostos a ficar com o lucro.
A noite já surgia, quando José recebeu a noticia de que Carlos através do rastreamento da ligação de resgate obteve o endereço do possível cativeiro que estaria Caio. Enquanto a noticia se espalhava pela casa, o telefone tocou. Miranda atendeu e com a raiva transparecendo em sua voz marcou um local para entregar o dinheiro aos bandidos, e mentindo, afirmou que iria sozinho.
O local determinado era um galpão, a mesma localidade do cativeiro. Miranda se aproximava sozinho do lugar enquanto a policia se escondia mais atrás preparados para prender os criminosos assim que surgissem, o que nos planos de Miranda não aconteceria, pois pretendia mata-los e efetuar seu  próprio conceito de justiça.
Ao adentrar o lugar, o avô viu o neto nas mãos do suspeito sequestrador, atrás havia mais dois homens, o sequestrado aparentava fraqueza provavelmente não havia sido alimentado. Miranda abriu a mala com o dinheiro falso e a jogou no meio da sala, ao mesmo tempo em que soltavam Caio e então o menino se aproximava de Miranda, mas ele não chegou até o seu avô. Tudo aconteceu quase que simultaneamente. Primeiro, Miranda atirou em seu principal rival, enquanto os companheiros deste vendo a cena atiraram em Miranda e Caio, e fugiram.
Ao ouvir os barulhos de tiro, a polícia invadiu o galpão com a missão de salvar o garoto, mas ao adentrar percebeu que não havia ninguém para ser salvo ali. A cena era apenas para ser lamentada. Miranda morto próximo à entrada, mas outro corpo sem vida mais ao centro e o pequeno corpo do menino de sete anos que com o seu sangue regava as notas de dinheiro esparramadas pelo chão.

Por: "Queren Hapuque".
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Poema: Mãe.


Mulher com face resplandecente
De pulsação crescente
Que com amor de salvação
Mesmo com tribulações
Jamais deixou de ser mãe.

Mulher com mão apreciável
De coração imensurável
Que me ensinou as dádivas da vida,
Como te amo minha querida!

Por: Layara Lopes.
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Poema: Fascínio.




Por que me olhas, dessa forma
Que me pousa os movimentos
Que me cativa por horas
E que também me causa sofrimento?

Amo-te, amo-te por inteiro
Cada minucioso gesto do teu ser
Que apesar de me entristecer
Me tirou daquele nevoeiro.

Olhe, agora!
Por te pertencer,
Quem aqui chora
Todavia, não te merecer.

Por: Letícia Fonteles 

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Poema: Perfil.


Braços e abraços de um clichê juvenil
Traço sem compasso, perfil.
Fio traçado num passado,
Um tom sombrio.
Que ao fim, chega assim
Tão frio.

Por: Emmanuel Grieco
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Poema: Imortal Efêmera


Eu que nunca julguei possível algo eterno
Pensei em um amor perene
Cultivei a esperança de uma felicidade contínua 
E de um sentimento imortal

Entretanto, o tempo foi
Limitado, a felicidade efêmera
E o sentimento passageiro.

Por: A.J
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Poema: Covardia.


Não entendo o teu medo de entregar-se
Desfrutar comigo deste singular pulsar
Teu querer deixaria a paixão instalar-se
Porém o receio suprime a ânsia de amar

Quando, resoluto, soltas o grilhão
Es um sabiá liberto da gaiola
Sinto o impactante esplendor da canção
Sinto a disposição que não havia outrora

Tu permites até que eu chegue a supor
A convulsão causada pela faísca do teu mirar
O debruçar em teu peito com furor
O incessante fluxo do querer te encontrar

Mas repentinamente voltas para si
Envolvido por um turbilhão multilateral
Um composto o qual não te deixar vir
São resquícios de uma repulsão triunfal

Tal repulsão recebe um nome certeiro
Este abandono da felicidade me agonia
Já vazia de ti, indago em desespero:
Será que mereço tamanha covardia?

Por: Amanda Bento
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20/10/2015

Poema: 20 de outubro


Por: Gabriele dos Santos


Foram tantos os risos
Os sonhos
Acontecimentos

Foram tantas as conversas
As risadas
Conhecimentos

Então chegou o dia da sua ida
E o meu coração chorou
A minha casa chorou
A minha cama chorou

Suas formas estavam em mim
Seu conhecimento vivia em mim
E, sem força, deixei você ir

Foi tudo cinza e sem cor
Como em filme de terror
Mas você agora era iluminação divina
Assim me vi no adeus de Carolina.


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Poema: A Bailarina


Por: Gabriele dos Santos



Ela dança, e balança
Saltitante pelo salão
O sorriso que não se cansa
Embala o meu coração.

Os seus passos e rodopios 
Constroem uma coreografia
Teu mover provoca arrepios
Me causando infinita alegria.

A bailarina me olha com desdem
Envolve toda minha atenção
Descompassado fica o meu coração

A música para, e ela se vai,
Mas os seus passos belíssimos
De mim nunca sai.


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19/10/2015

Conto: Halloween

Por: L.L




  • Personagens: Asafe, Luna, Katy, Davi e Nife.
  • Conto:


Luna tinha 17 anos, era uma moça bonita de longos cabelos negros e pele branca que amava bandas de rock motivo a qual a tornou namorada de Nice, um rapaz simpático. A família de Luna tinha uma casa de praia muito longe da cidade em que a comunicação telefônica era difícil. Katy, amiga de Luna de mesma idade, era uma moça agitada e fascinada por Halloween. E como o Halloween estava perto resolveu fazer uma festa com alguns amigos da escola marcando um encontro com eles para organizarem a festa. No encontro estava Luna, Nife, Davi, Asafe e Katy. Luna sugeriu a casa de praia de sua família:
- Bom Katy, o lugar perfeito é a casa de praia da minha família.
-Ótimo Luna! Cada um leva seu lanche e tudo fica pronto, disse Katy.
-Devemos providenciar as fantasias, Katy, conheço uma loja que vende diversos modelos, indagou Asafe.
- Ainda bem que você lembrou Asafe, pois Halloween sem fantasias não é Halloween. Quer acrescenta algo Davi?
- Não! Na verdade precisamos comunicar nossos pais e sexta pegamos a estrada.
- Então está organizado, espero vocês sexto ás 19h: 00mim em frente à praça.
Na sexta os cinco amigos pegaram a estrada em rumo ao destino, Asafe e Nice estava embriagados e contavam várias historias de terror relacionado ao Halloween deixando Davi assustado.
- Está com medo bebê? A festa mal começou, disse Nice irritando-o.
- Claro que não seu idiota, retrucou Davi.
- Pega leve Davi eles estão brincando, disse Luna.
Horas depois os amigos chegavam à casa de praia de Luna. A casa estava assustadora havia telhas de aranhas, ratos e insetos. E Katy disse a Luna:
- Você nos trouxe pra cá? Aonde vamos dormir? Juntos com os insetos?
- Calma Katy, podemos ficar na casa do caseiro ele vem aqui a cada mês lá está limpo, venham.
Todos seguiram Luna, se acomodaram na casa e começaram a vestir as suas fantasias. Enquanto isso Asafe olhava atencioso para um cemitério que via pela janela e jogou um desafio para Nife:
- Te dou minha guitarra, Nife, se você for até aquele cemitério e pegar um cadáver para curtir o Halloween com nós.
- Ficou maluco Asafe? Disse Katy.
-Então sua guitarra já é minha Asafe, respondeu Nife.
- Não faça isso Nife, indagou sua namorada.
- Relaxa, já volto.
Passada meia hora Nife ainda não havia voltado e todos resolveram ir atrás dele no cemitério. Ao chegarem lá não viam Nife, Luna começou a passar mal e Katy foi ajudá-la. Enquanto isso Asafe e Davi iam atrás de Nife e logo o encontraram dentro de uma cova.
- Meu Deus! Disse Davi.
- O que será que aconteceu?
-Talvez estivesse tentado tirar o cadáver e caiu num sono já que estava muito bêbado, respondeu Davi.
- Pode ter sido, vou chamar as meninas.
- Ok!
Juntos os quatro amigos levantam Nice e o levavam para a casa do caseiro quando Asafe viu um homem de preto vindo na direção deles e deu um grito assustando seus amigos, e estes ficaram desesperados e saíram correndo com Nife nos braços em direção a casa e Asafe atrás. Logo cuidaram de pegar a chave do carro e partiram para longe da casa de praia. E o homem de preto que era vigia de uma casa de praia vizinha à de Luna disse:

- Esses jovens de hoje são todos sem juízo.
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O curioso é o que interessa
A forma do desconhecido me atrai
A fúria do amor chega depressa
Enquanto minha solidão logo se vai.

Fitava o meu amor com a certeza
Que o nosso amor todos os anjos iam velar
Ele afirmava, sorrindo, que a beleza 
Dessa história, para sempre ia durar.

O meu amor parou de olhar nos olhos
Parou, então, de conosco sonhar
E, ao longe, uma velha amiga retornava ao lar.

Tão depressa quanto a chegada, ele se foi
E para minha companhia voltou a solidão
Naquela hora que o meu amor soltou a minha mão.

Por: Gaby Santos
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Poema: Ilusão



Os seus lindos olhos
Me ensinaram a ver,
O que antes era escuro,
O que antes não podia ter.

No caminhar perdido.
De repente me vi caído,
Mas ao som de seus passos, 
Minha alma se fez sorrindo.

Mas no passar de segundos, 
Você me abandonou.
Perdido, estou no mundo
A sofrer de amor.

Por: Felipe Rodrigues
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A MAResia



Ela emana heresia
Cada traço é fantasia
Perde a valsa em passos rubros
Há quem ame essa agonia
Virgem pura, maresia...

Por: Emmanuel Grieco
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Poema: Meu grande amor!



Meu amor, meu grande amor!
Doce menina dos olhos de mar...
Cabelos tão reluzentes quanto as estrelas resplandecentes
Perco-me em teus lábios atrativos, deixando-me faminto de beijos
Arrastou-me para sobreviver do pesar de meu coração
Contemplando incansavelmente teu olhar ininteligível...
Encontrei-me em ti, o fulgor que alenta o meu frio imo 
Ó meu amor, meu grande amor!
Deixai-me satisfazer os mais profundos desejos do teu coração?
Deixai-me conduzir teu amor até o cerne de minha álgida alma ?

Por: Maria Rita
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18/10/2015

Soberba



Calculo o tempo que cabe à probabilidade de te ver
Lanço-me no meio sem percepção de espaço
Tropeço, cambaleio num descompasso preciso
Ansiosa e receosa de não alcançar teus passos
Tenho buscado o teu olhar rude em cada esquina desse quarteirão
Apesar de desgostosa, tal altivez é que chamou a minha atenção.

Por: Amanda Bento
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