21/10/2015

Poema: Covardia.


Não entendo o teu medo de entregar-se
Desfrutar comigo deste singular pulsar
Teu querer deixaria a paixão instalar-se
Porém o receio suprime a ânsia de amar

Quando, resoluto, soltas o grilhão
Es um sabiá liberto da gaiola
Sinto o impactante esplendor da canção
Sinto a disposição que não havia outrora

Tu permites até que eu chegue a supor
A convulsão causada pela faísca do teu mirar
O debruçar em teu peito com furor
O incessante fluxo do querer te encontrar

Mas repentinamente voltas para si
Envolvido por um turbilhão multilateral
Um composto o qual não te deixar vir
São resquícios de uma repulsão triunfal

Tal repulsão recebe um nome certeiro
Este abandono da felicidade me agonia
Já vazia de ti, indago em desespero:
Será que mereço tamanha covardia?

Por: Amanda Bento

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