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28/10/2015

Poema: Soneto




Arda de raiva contra mim a intriga,
Morra de dor a inveja insaciável;
Destile seu veneno detestável
A vil calúnia, pérfida inimiga.

Una-se todo, em traiçoeira liga,
Contra mim só, o mundo miserável.
Alimente por mim ódio entranhável
O coração da terra que me abriga.

Sei rir-me da vaidade dos humanos;
Sei desprezar um nome não preciso;
Sei insultar uns cálculos insanos.

Durmo feliz sobre o suave riso
De uns lábios de mulher gentis, ufanos;
E o mais que os homens são, desprezo e piso.

Por: Junqueira Freire 
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20/10/2015

Poema: A Bailarina


Por: Gabriele dos Santos



Ela dança, e balança
Saltitante pelo salão
O sorriso que não se cansa
Embala o meu coração.

Os seus passos e rodopios 
Constroem uma coreografia
Teu mover provoca arrepios
Me causando infinita alegria.

A bailarina me olha com desdem
Envolve toda minha atenção
Descompassado fica o meu coração

A música para, e ela se vai,
Mas os seus passos belíssimos
De mim nunca sai.


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19/10/2015




O curioso é o que interessa
A forma do desconhecido me atrai
A fúria do amor chega depressa
Enquanto minha solidão logo se vai.

Fitava o meu amor com a certeza
Que o nosso amor todos os anjos iam velar
Ele afirmava, sorrindo, que a beleza 
Dessa história, para sempre ia durar.

O meu amor parou de olhar nos olhos
Parou, então, de conosco sonhar
E, ao longe, uma velha amiga retornava ao lar.

Tão depressa quanto a chegada, ele se foi
E para minha companhia voltou a solidão
Naquela hora que o meu amor soltou a minha mão.

Por: Gaby Santos
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