O Azul Celestial
traz a quietude do fim da tarde,
azul este que desbota,
E roseia
E laranjeia
Mostrando Deus aos céticos
e toda nossa pequenez.
O Azul Royal que vem sereno,
mostra aos pássaros que já devem ir,
pede melodias às cigarras,
anuncia a noite
E revela a meu amante que o rogo.
Incessante e assiduamente, rogo.
No silêncio dos campos,
sob o azul cobalto que nos observa,
a natureza grada com maestria nossas promessas,
e ouve com atenção nossos desesperos,
e se atenta às declarações silenciosas.
O Azul Marinho,
que é o mais vigoroso,
que me vê definhar de amor,
que me pede sensatez,
presencia uma súplica:
"Vamos fugir" ele me dizia.
O Azul de Prusia,
que mais me parece com o preto,
cala-se por respeito a nós,
cala os animais,
cala o vento.
E ele me segurava como se eu fosse desaparecer,
e me olhava como se fosse louca,
Segue-se um momento de agonia,
toco sua mão como se concordasse.
Ainda no azul de Prusia,
Vejo seu contorno no breu,
o branco dos seus dentes me sorri,
o vento me toca como num adeus...
Ele me retribuia o toque, firmemente, decidido.
Em sincronia corríamos,
Em amor... Solvíamos.
Por: Letícia Souza
Azul do mar, azul do céu, azul que cai das nuvens.
ResponderExcluirMas sem igual o azul pré-alvorecer, o que firma o mundo enquanto leio e invejo sobre seus azuis.
Que a partir de tal, se torna seu belo sinônimo, somando ao meu azul mais um encanto.
Quando me afeiçoo cada vez mais a essa cor, comparo com o céu, desse tão sereno, belo e inalcançável azul.