12/10/2015

Obra: A moreninha – Joaquim Manuel Macedo (1844)

A moreninha – Joaquim Manuel Macedo (1844)     




Enredo em tópicos:

  • Augusto, Fabrício, Leopoldo e Filipe estão reunidos, quando Filipe propõe que eles passem o dia D’Santana na casa de sua vó na Ilha de ...
  • Augusto não se interessa, mas Filipe fala que terá moças bonitas por lá e Augusto diz que não se apaixona.
  • Filipe e Augusto fazem uma aposta que se Augusto apaixonar-se mais de 15 dias por uma das meninas, terá que escrever um livro, caso contrário, Filipe que escreverá.
  • Fabrício envia uma carta a Augusto falando que está apaixonado pela prima de Filipe, mas que quer deixa-la por ser exigente.
  • Eles chegam a Ilha e são recebidos por D. Ana, e logo Augusto observa as primas de Filipe e sua irmã.
  • No almoço, todos estão reunidos, e D. Violante prende Augusto a uma conversa falando sobre suas doenças e Augusto se irrita.
  • Em uma conversa com todos, Filipe fala que Augusto não se apaixona por longa data, e logo todas as moças ficam com receio dele.
  • Logo após, todos vão para o jardim passear, e D. Ana convida Augusto para conversar.
  • Augusto fala das várias mulheres com quem se envolveu e revela o porquê de não amar ninguém.
  • Ele conta que quando pequeno, estava em uma praia e conheceu uma menina, eles brincaram até que uma criança o chamaram.
  • Essa criança os levou até seu pai, onde estava muito doente e sua família não tinha nada para comer.
  • Augusto e a menina deram suas moedas, e aquele velho, ao agradecer pela bondade, disse que os mesmos se casariam.
  • Eles trocam um para o outro um camafeu e uma esmeralda, e disse que jamais se casariam com outro alguém.
  • A garota foi embora e ele não perguntou seu nome e até hoje ele a ama.
  • D. Ana também conta a história de dois índios, e que a água que escorria dentro daquela gruta, eram lágrimas de uma índio que chorava dia após dia naquele rochedo.
  • Augusto pressentiu que havia alguém escutando e quando olhou na porta da gruta, só havia moreninha sentada, pensando.
  • Logo após foram jantar, e D. Carolina não passou despercebida aos olhos de Augusto, mas pelo fato de ser travessa e danada.
  • Logo foram dormir.
  • No outro dia era o Sarau e Moreninha estava encantadora, com um vestido branco.
  • D. Carolina derruba o café de Fabrício na calça de Augusto.
  • Filipe dá a ideia de ele ir se trocar no quarto feminino, mas assim que entra, ouve vozes no corredor.
  • Augusto se esconde embaixo da cama e começa a escutar as histórias de Quinquina, D. Joaninha, D. Clementina e D. Gabriela.
  • Ouve-se um grito de D. Carolina e todos sem correndo, Augusto aproveita e foge.
  • Paula, criada de D. Carolina está caída, e todos começam a dar diagnósticos.
  • Os amigos se reúnem e chegam a conclusão que foi causado por uma bebedeira. Eles dão um diagnóstico qualquer para não falar a verdade.
  • Depois, todos vão passear no jardim, mas D. Carolina ficou no quarto de sua ama, então Augusto vai buscá-la.
  • Eles passeiam e ela, como sempre inquieta, corre solta.
  • D. Carolina escuta uma conversa entre as quatros meninas, que planejam marcar uma cilada para Augusto.
  • Elas põem uma carta no bolso do casaco dele, mas D. Carolina também coloca uma, avisando que é armação.
  • Ele vai até o lugar marcado pelas quatro meninas e chama uma a uma dentro da gruta e “revela” segredos.
  • D. Carolina, esperta, não o deixa escapar e também fala tudo o que ouviu de sua conversa com D. Ana.
  • Logo após ele confessa que está apaixonado por D. Carolina para um de seus amigos.
  • Eles voltam para a cidade, não vendo a hora de chegar o domingo para encontrá-la.
  • Ele vai e ela o ensina a bordar.
  • No outro final de semana seu pai o prende e não deixa o mesmo ir, ele adoece e então seu pai resolve ir com ele até a ilha de ... pedir a mão da menina em casamento.
  • Moreninha diz que ará a resposta, mas quer que Augusto vá até a gruta.
  • Ela fala como ele pode querer casar com ela sendo que tinha jurado amor a uma outra moça. E ele diz que para casar-se com ele, terá que primeiro falar para aquela outra moça que já não a ama mais.
  • Ele chora, mas ela deixa cair o camafeu e descobre que D. Carolina é a mesma menina por quem se apaixonara. Ele se rende aos seus pés e ela o aceita.
  • Ele conta a novidade para os amigos e Filipe falou que já havia se passado os 15 dias e que ele lhe devia um livro, e ele falou que estava pronto, que se chamava “A moreninha”.

         Personagens principais e secundários:



  • Augusto: estudante de medicina, jovem, inteligente, namorador.
  • D. Carolina: moça dos olhos negros, cabelos pretos e de pele morena. É danada, inteligente, astuta. “Moreninha”.
  • Filipe: amigo de Augusto, Leopoldo e Fabrício. Irmão de D. Carolina e neto de D. Ana.
  • Leopoldo: amigo de Augusto, Fabricio e Filipe. Também estudante de medicina.
  • D. Ana: Senhora de sessenta anos, de espírito e instrução. Avó de Filipe. O altar de seu coração pertence a sua neta, Carolina.
  • D. Quinquina: prima de Filipe, loira, dos olhos azuis. Namoradeira e volúvel.
  • D. Joaninha: prima de Filipe. Moça pela qual Fabrício é apaixonado. É pálida com cabelos negros.
  • D. Clementina: moça que deixou uma madeixa de seus cabelos sobre as rosas para Filipe apanhar.
  • D. Gabriela: moça que, por cartas, conversava com mancebos.
  • D. Violante: Amiga de D. Ana, quem tirou a paciência de Augusto e também seu tempo.
  • Paula: criada de D. Moreninha, também foi sua ama.
  • Keblerc: alemão que embebedou Paula.
  • Tobias: escravo de D. Joaninha, que entregava de Fabrício a ela.
  • Rafael: espécie de criado de Augusto, quem entrega seus recados e fazia seus chás.
  • Pai de Augusto: seu nome não foi informado; aparece no final do livro para pedir a mão de moreninha em casamento pois Augusto estava envergonhado.

              Temas da obra:
  • Fidelidade a um amor de infância.
  • E sem grande relevância, menciona sobre a escravidão.

         Contexto histórico:
  • Chegada da corte portuguesa no Brasil e o modo como viviam, pois D. Ana é mostrada como uma mulher rica, com vários criados, o que caracteriza a sociedade da corte naquela época. Além do modo em que a sociedade se comportava, como viviam.
        Verossimilhanças:
  • A forma como a alta sociedade carioca vivia, pois ele fala como D. Carolina, D. Ana e outras viviam naquela época; o casamento que no final D. Carolina se casa com Augusto; e as pequenas intrigas que ocorrem no decorrer do livro.

        Descrever:


  1.  Foco narrativo: 3ª Pessoa (onisciente) e também 1ª pessoa, pois no final do livro, Augusto menciona o nome do livro e faz transparecer que é o próprio Joaquim Manuel Macedo.
  2.  Tempo:  Cronológico, a história se passa em torno de um mês, ocorrendo apenas pequenos flashbacks no decorrer da história.
  3. Espaço da narrativa: Ocorre no RJ, mas o nome do local fica omitido (fuga no espaço); porém a ilha de ..., é descrita como pitoresca, repleta de árvores, rochas e que a casa de D. Ana se localiza no centro da mesma.



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