18/10/2015

Poema: Frequência.


É perceptível que o meu vício
É me pôr à disposição, em sintonia
Se alguém chega e me ganha de início
Mudo a rotina, entro em sinergia.

Madrugadas viram dias
Já os tais viram noites frias
Minhas ações fazem parte de um conjunto
Troco noites confortáveis por conversas de minutos

De repente de responder esquece
Fica a esperança, mas a ignorância dói
Com as horas longas o coração padece
De tão frio o vácuo me corrói

Talvez se torne enfadonha a conversa
Já que eu busco tudo com muita pressa
O chamado já nem é mais respondido
O coração tem por rejeitado o seu pedido


De repente estou solitária
Oscilando entre horários difusos
Buscando aquele que me ofereceu a fase estacionária
E que agora me deixa em níveis confusos

Meu coração anseia pela harmonia
O amor é seu vício, sua ganância
Onde se encontra a freqüência perfeita
Que com ele vai entrar em ressonância?

Por: Amanda Bento

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